21/03/2012

Pequena maravilha

Esta pequena maravilha é uma obra de arte.
De tamanho menor do que o habitual para este tipo de móvel, possui duas gavetas e uma belíssima porta de enrolar. Além disso, o detalhe de acabamento da fechadura é pouco visto em outros móveis. A CIMO realmente tinha cuidado em suas criações, desde o aproveitamento racional da madeira até uma pequena peça de acabamento, como o ornamento da fechadura. Mais um registro fotográfico preservado do site da Desmobília.






14/03/2012

Puxador "Andorinha" - balcão


Mais um móvel com puxadores "andorinha". Desta vez um balcão, cujas fotos foram salvas do site da loja Desmobilia. Pode-se perceber a excelente harmonia proporcionada pelo design dos puxadores e o móvel no qual estão instalados.


09/03/2012

Socorro: cômoda

Esta cômoda estava à venda, anunciada no mercado Livre em 2011, por um valor justo. Era uma excelente candidata a uma boa restauração, por aparentemente estar íntegra.
Questionado sobre o material azulado na frente das gavetas, o vendedor informou que não era fórmica, mas um tipo de tecido parecido com o couro. Ele não soube informar se era original, mas aparentemente era sim.
Destaque para os puxadores, quadrados, que na minha opinião são o charme da peça.





07/03/2012

Banqueta - 1967

Um móvel pequeno, mas que chama a atenção por seu estilo simples e funcional.
Fabricado em 1967 pela CIMO de Joinville, esta banqueta esteve disponível na Desmobilia de Curitiba.





05/03/2012

Puxador "Andorinha" - estante

Um dos designs mais encantadores dos móveis da Cimo sem dúvida era o puxador "Andorinha". Não consegui precisar a data de origem do uso do nome para esse estilo de puxador, mas nos dias de hoje essa é a denominação mais conhecida. O nome deve-se a seu óbvio formato de cauda de andorinha.


A ilustração acima foi gentilmente cedida pelo meu amigo e excelente ilustrador Eduardo Brettas. Brettas mantém dois sites que merecem ser visitados não só pela arte, mas também pelas informações preciosas: eduardobrettas.blogspot.com e avesdobrasil.com.br

Feito em madeira maciça, imbuia na maioria das vezes, tem um estilo bem "moderno", característico dos anos 1950/60, formas orgânicas e curvas complexas sutis.
Partes raras em um móvel antigo, puxadores costumavam ser maltratados pelas mãos dos usuários do móvel. Não é raro ver um móvel antigo com seu puxador "atualizado" ou substituído por outro modelo de época.

Começamos essa série "Andorinha" com uma pequena estante, disponibilizada há algum tempo no site da loja Desmobilia. Destaque para seu belo puxador "Andorinha", nesse caso, em marfim.





01/03/2012

Uma belíssima poltrona Cimo da década de 1950, restaurada e disponibilizada há algum tempo pela loja Desmobília, de Curitiba.




28/02/2012

CIMO e o Colégio Estadual do Paraná


O Colégio Estadual do Paraná (CEP) passou a ter esse nome em 1943, mas suas origens datam de 1846, quando foi criado o Licêo de Coritiba. Após algumas mudanças de endereços, ele foi finalmente estabelecido em sua atual sede em 1944. O local original seria  na Praça Santos Andrade, onde hoje está localizado o Teatro Guaíra, mas a área foi considerada pequena. Em 1944 foi desapropriada a Chácara da Glória, na Av. João Gualberto, iniciando-se a construção da atual sede sob o governo do interventor Manoel Ribas, e terminada pelo seu sucessor constitucional, o governador Moisés Lupion. O prédio foi inaugurado em 29 de março de 1950 pelo Presidente da República General Eurico Gaspar Dutra e pelo Ministro da Educação e Cultura, Professor Clemente Mariani.

E o que a CIMO tem a ver com o CEP?

A CIMO equipou as instalações do colégio, como pode ser observado nas fotos abaixo, retiradas de um anúncio de um site de leilões eletrônicos. Clique para ver as fotos em tamanho maior.







27/02/2012

Acervo da Móveis Cimo foi doado

Notícia de 2011, mas importante para a preservação da história da Móveis Cimo.

Irani doa acervo da Móveis Cimo para a Prefeitura
12 de agosto de 2011 - 16:03:28

Na manhã desta sexta-feira, dia 12, uma entrega simbólica marcou a preservação histórica de Rio Negrinho. No gabinete do prefeito Osni José Schroeder, aconteceu a entrega de um quadro com uma vista panorâmica do centro município e da então Móveis Cimo S/A. A relíquia foi entregue pelo diretor do grupo Irani S/A, Ronald Heinrichs, simbolizando a doação de diversas peças para o acervo do Museu Municipal Carlos Lampe.
A doação é composta por equipamentos antigos, documentos da época, desenhos, fotos e móveis da empresa rio-negrinhense que foi considerada a maior da América Latina no setor moveleiro. “É um acervo muito importante”, exclamou o prefeito Osni.
Também participaram da entrega o secretário de Desenvolvimento Comunitário, Douglas Damiani, a diretora do museu, Maria Bernadete Peyerl, e o diretor do acervo histórico, Dorneles Simões de Oliveira.
Osni agradeceu a atitude da empresa para a preservação da história da Móveis Cimo. “É uma verdadeira aula de história”, completou. Ainda está em estudo como o material será exposto para a comunidade.


Fonte: http://www.rionegrinho.sc.gov.br/?pagina=noticias_view&id=2227

24/02/2012

Propagandas antigas

Revistas antigas são uma boa fonte de referências.
Abaixo, três propagandas da década de 1960, publicadas na "Seleções".




22/02/2012

História da CIMO - II

Mais um texto sobre a história da CIMO, desta vez por outro autor.
Reproduzido aqui conforme disponibilizado . 
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MÓVEIS CIMO E A INDUSTRIALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO NO BRASIL
Edição: 060, em 17/07/07 - Autor: Marilia Sugai Ogama - http://www.totalmoveis.com.br

Este artigo trata sobre a industrialização da produção moveleira no Brasil, com base na trajetória da Móveis Cimo S.A, fábrica das mais importantes e representativas do início da fabricação em série de móveis no país, fundada no início do século XX.

1 – Introdução
Ao longo de sua existência, o mobiliário vem sofrendo várias mudanças na tentativa de melhor adequar-se às necessidades do homem. Ocorreram mudanças não só no produto em si, mas também surgiram novas tecnologias e modos de produção que contribuíram muito para o desenvolvimento da indústria moveleira. A Móveis Cimo foi uma das fábricas de móveis seriados mais importantes do país no período de 1920 a 1980, tornando-se referência dentro do setor moveleiro ao produzir uma grande variedade de produtos de alta qualidade e design, sendo reconhecida e estudada até hoje.
Este artigo tem o objetivo de resgatar a importância dessa empresa que começou fabricando caixas e chegou a ser a maior produtora de móveis da América Latina. Mais do que isso, a Móveis Cimo teve papel fundamental no desenvolvimento das cidades de sua região e no avanço da fabricação de móveis seriados no país, sendo pioneira em diversos setores, graças a capacidade empreendedora de seus fundadores.

2 – Início da fabricação seriada de móveis no Brasil
No Brasil, até 1822 não era permitida a existência de indústrias porque os produtos manufaturados deveriam ser comprados de Portugal. O Brasil, em condição de colônia, existia unicamente em função da Metrópole e não poderia de forma alguma competir com ela. Isso só mudou quando houve a fixação da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro, que tomou medidas para a revogação da lei que proibia a existência de indústrias, além de outras, tais como a construção de estradas, melhoria dos portos e incentivo à imigração de europeus (ARRUDA E PILETTI, 1996).
As pequenas marcenarias podem ser consideradas a origem da industrialização de móveis no país, sendo que através de conhecimentos tradicionais, começaram a fabricar móveis utilizando os processos artesanais. Contudo, existiam outras marcenarias que já trabalhavam com máquinas à vapor trazidas da Europa, responsáveis pelo início da mecanização do setor (SANTI, 2000).
Foi por volta de 1880 que aconteceram as primeiras iniciativas de fabricação de móveis seriados no país, podendo ser citados a Móveis Antônio de Mosso, Irmãos Raffinette e Fábrica de Móveis Scholz & Comp. Os projetos, em geral, eram idealizados pelos próprios donos das fábricas, seguindo as tendências estéticas européias. A influência européia, principalmente de Portugal, sobre o mobiliário nacional estava presente também nos produtos que eram importados, e nos que eram fabricados aqui por artesãos imigrantes e seus aprendizes, feitos, principalmente, sob encomenda dos burgueses e da aristocracia (SANTI, 2000).
A matéria-prima utilizada durante os primeiros três séculos de colonização era proveniente das árvores que existiam nas redondezas, pois não havia condições de transporte a longas distâncias. No Paraná e Santa Catarina, podiam ser encontradas madeiras de boa qualidade, como o pinho, a imbuia, a canela e o pau-marfim. Além da madeira, o couro era bastante utilizado na produção de móveis (SANTI, 2000).
Em 1890, na cidade de São Paulo, surgem escolas de engenharia e Liceus de Artes e Ofícios, responsáveis pela formação de mão-de-obra especializada que aos poucos foi substituindo a importação de móveis europeus pelos de fabricação nacional (NIEMEYER, 1998).
Muitas pequenas indústrias surgiram no momento da Primeira Guerra Mundial tentando suprir as demandas do país, uma vez que as importações haviam sido interrompidas. Nesta época, outras empresas que já existiam aproveitaram para ampliar seu mercado e ganhar mais prestígio diante dos que antes não compravam produtos nacionais, fazendo com que a produção de móveis no país desse um passo muito importante.

3 – Móveis Cimo
Em 1912, dois amigos de infância montaram uma loja em São Bento do Sul, Santa Catarina: a Yung e Companhia. Com os lucros desse novo negócio compraram um terreno em Rio Negrinho onde montaram uma grande serraria para produzir caixas para laranjas. A serraria foi crescendo, entrou no ramo do mobiliário, mudou várias vezes sua razão social até adotar, por volta de 1932, o nome de Martim Zipperer – Móveis Rio Negrinho – Sociedade Anônima.
Aproximadamente em 1944, a fábrica Móveis Rio Negrinho junta-se às fábricas Irmãos Maida, Paulo Leopoldo Reu, Shauz & Buchmann, P. Kastrup & Cia, e Raimundo Egg, representantes e lojistas, passando a ser conhecida como Companhia Industrial de Móveis S.A. Nesta ocasião foi elaborada também a logomarca da nova empresa, que era compreendida de dois círculos concêntricos, um losango centralizado, e as palavras Móveis CIMO Curitiba, sendo que a palavra CIMO representava as iniciais da empresa. Foi o início da trajetória de uma das principais fábricas de móveis do país.
A decisão de unificar as fábricas, lojas e representantes surgiu da necessidade e dificuldades para continuar mantendo dos negócios. Naquela época, quase não eram fabricadas ferragens, vernizes e outros materiais no país, sendo que precisavam ser importados da Europa, acarretando problemas de abastecimento em diversas empresas. A condição de empresa maior e mais forte possibilitaria enfrentar as várias dificuldades mais facilmente.